Carapicuíba abriu nesta terça-feira, 24 de junho, uma frente nova de participação social ao antecipar a agenda da 13ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente com foco na escuta direta de meninas e meninos da cidade.
O primeiro ato dessa mobilização será a Conferência Livre das Crianças e dos Adolescentes, marcada para quinta-feira, 25 de junho, das 14h às 17h, na OCA Escola Cultural, no Jardim Colonial.
A iniciativa ganha peso num momento em que o município organiza propostas para a etapa oficial do CMDCA e amplia o protagonismo infantojuvenil nas decisões sobre cultura, convivência e proteção social.
Evento abre série da 13ª Conferência Municipal CMDCA
Segundo a prefeitura, a Conferência Livre das Crianças e dos Adolescentes acontece em 25 de junho e inaugura a programação da 13ª Conferência Municipal do CMDCA.
O encontro foi organizado pela Prefeitura de Carapicuíba, pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e pela Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania.
Na prática, a proposta é ouvir crianças, adolescentes, famílias, educadores, representantes da sociedade civil e agentes do poder público em um espaço voltado ao debate local.
O endereço informado para a atividade é Rua Xapuri, 600, no Jardim Colonial, onde funciona a OCA Escola Cultural.
- Data: 25 de junho de 2026
- Horário: das 14h às 17h
- Local: OCA Escola Cultural
- Endereço: Rua Xapuri, 600, Jardim Colonial

O que estará em debate na escuta com crianças e adolescentes
A programação foi estruturada para colocar esse público no centro da conversa sobre cidade, serviços e direitos.
Entre os temas anunciados estão diversidade e inclusão, acesso aos espaços culturais e o direito de brincar, três pontos que dialogam diretamente com a rotina dos bairros.
O objetivo declarado é recolher opiniões, experiências e propostas que ajudem a orientar políticas públicas mais conectadas à realidade local.
Na convocação oficial, a gestão municipal descreve o encontro como um ambiente de escuta, diálogo e participação para refletir sobre desafios e potencialidades de Carapicuíba.
- Diversidade e inclusão
- Criança e espaços culturais na cidade
- Direito de brincar
Ampliação da voz infantil é uma das novidades desta edição
A conferência municipal já havia sido anunciada em 17 de junho, quando a prefeitura detalhou o tema central da edição de 2026 e a nova etapa preparatória.
De acordo com a divulgação oficial da conferência municipal, uma das novidades é o reforço da participação de crianças e adolescentes nas delegações.
Esse movimento acompanha a orientação de ampliar o papel desse público nas discussões, deixando de tratá-lo apenas como beneficiário e reconhecendo sua condição de sujeito político.
Para moradores, o efeito prático é simples de entender: quanto mais escuta qualificada houver antes da etapa principal, maior tende a ser a chance de propostas concretas saírem dos encontros.
O tema geral da conferência em 2026 é o fortalecimento do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente com ênfase na democracia participativa.
Etapa municipal terá seis eixos e reuniões em agosto
A agenda maior do CMDCA não termina nesta semana. A prefeitura informou que a conferência municipal seguirá com reuniões temáticas em agosto, sempre no período da tarde.
Os seis eixos definidos incluem controle social, fortalecimento dos conselhos tutelares, convivência familiar e comunitária, enfrentamento das violências, combate ao trabalho infantil e medidas socioeducativas.
Esses tópicos mostram que o debate não ficará restrito a atividades simbólicas. A estrutura inclui temas sensíveis da rede de proteção e da articulação entre município e sociedade civil.
- 05 de agosto: Conexão, na Vila Martins
- 11 de agosto: OCA, no Jardim Colonial
- 12 de agosto: OAB, na Vila Municipal
Para as famílias, a fase livre desta semana funciona como porta de entrada para um processo mais amplo, que deverá consolidar diagnósticos e propostas ao longo dos próximos encontros.
Por que essa agenda interessa aos bairros de Carapicuíba
Em cidades populosas, debates sobre infância costumam esbarrar em demandas muito objetivas, como acesso a lazer, segurança, circulação, cultura e atendimento da rede pública.
Quando a escuta acontece antes da conferência formal, o município consegue captar percepções mais próximas do cotidiano, inclusive sobre uso de praças, equipamentos culturais e espaços comunitários.
No portal de legislações, a prefeitura também publicou em 24 de junho novos atos administrativos e comunicados oficiais do município, sinalizando uma semana de agenda institucional intensa.
Para quem acompanha políticas públicas, esse contexto ajuda a explicar por que a conferência chega com peso político e administrativo dentro do calendário municipal.
Se a participação da comunidade for alta, a tendência é que os próximos encontros avancem com demandas mais claras e com maior pressão por respostas práticas nos serviços voltados à infância e adolescência.
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